Brasil precisa inovar para ser globalmente competitivo, diz presidente da CNI

O crescimento da economia, do emprego e da renda passa por uma política industrial moderna, alinhada com as melhores práticas internacionais, que promova a produtividade e a inovação no país e a competividade de suas empresas no comércio exterior. É exatamente essa meta que deve ser perseguida pelo Brasil.

A avaliação é do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, que adiciona: “Precisamos implementar uma política industrial que estimule as empresas a investir na constante incorporação de novas tecnologias, na produção de bens de alto valor agregado adequados às crescentes exigências dos consumidores. Esses são os requisitos indispensáveis para a construção de uma indústria conectada com a era do conhecimento e de um país próspero e socialmente justo”, afirmou Robson Braga de Andrade.

Robson Andrade lembrou que, ao contrário dos planos do passado, em que predominavam as medidas protecionistas, as atuais políticas de apoio ao setor industrial de países como Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul, estimulam a exposição das empresas ao concorrido mercado internacional, e têm como foco a ciência, a pesquisa e a inovação. “Não existe país forte sem uma indústria dinâmica, competitiva e integrada ao mercado global”, defende.

“Entre as medidas indispensáveis, está o aumento dos investimentos em inovação, que se mantêm em torno de 1% do PIB. Esse valor é inferior ao dos principais concorrentes internacionais e insuficiente para termos ganhos expressivos de produtividade e nos adequarmos às mudanças tecnológicas que caracterizam a Indústria 4.0”, explica o presidente da CNI. Os países da OCDE investem 2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, mas, na prática, os países considerados mais inovadores vão bem além. A Coreia do Sul destina 4,3% do PIB; Israel, 4,2%; e o Japão, 3,4%.


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