Calçadista vai ampliar sua capacidade de produção

A Sugar Shoes (Picada Café/RS), empresa especializada no desenvolvimento e na produção de calçados vulcanizados, vai ampliar a sua capacidade produtiva. A empresa construirá um galpão industrial na cidadede Senador Pompeu/CE, onde desde 2000 possui uma fábrica. Orçada em R$ 4,5 milhões, a obra será viabilizada com recursos da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e terá como contrapartida da Prefeitura de Senador Pompeu a doação do terreno. Após a sua conclusão, ainda sem data definida, a unidade deverá gerar 500 empregos diretos e produzir dez mil pares de calçados por dia. Atualmente, as duas plantas fabris em operação (Picada Café/RS e Senador Pompeu/CE) produzem juntas dez mil pares de tênis por dia.

Os investimentos projetados para a nova unidade da Sugar Shoes deverão gerar um impacto de R$ 9,8 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, com incremento de R$ 1,2 milhão na massa salarial e a arrecadação de R$ 569 mil em impostos. Ao final da obra, o novo galpão somará R$ 15,7 milhões em investimentos realizados por parte da Adece, Prefeitura e iniciativa privada. As informações são de um levantamento do Núcleo de Inteligência da Adece, em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho do Ceará (Sedet).

Em dezembro de 2021, a Neorubber (Capela de Santana/RS), fabricante de sandálias do grupo Sugar Shoes, inaugurou a segunda fábrica em Solonópole/CE. Foram aplicados recursos de R$ 9,5 milhões – a empresa investiu R$ 6 milhões em máquinas, equipamentos e instalações complementares; o governo do Ceará ficou responsável pelos outros R$ 3,5 milhões e a Prefeitura de Solonópole, como contrapartida, doou o terreno em que foi construída a unidade fabril. Nesta fábrica são produzidos 15 mil pares de sandálias por dia e a previsão é de que, até 2023, sejam gerados 700 empregos diretos.

Exportando, em média, 400 mil pares de calçados por ano, a Sugar Shoes projeta incremento nos negócios com o mercado externo em 2022. “Prevemos expansão de pelo menos 30% nas exportações, podendo dizer que 20% será via private label”, disse a gerente de Negócios Internacionais da empresa, Mariana Martins. Segundo ela, o aumento nos embarques deve ser estimulado pela maior demanda dos Estados Unidos e países latinoamericanos, seguindo uma trajetória identificada no ano passado, quando a companhia cresceu mais de 50% em receita bruta.

A calçadista, que possui licenças exclusivas para a produção de marcas como Coca-Cola, Aramis e Hurley, exporta para Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Chile, Colômbia, Guiana Francesa, Estados Unidos, Guatemala e República Dominicana.


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