Desempenho industrial gaúcho cresce 12,8% e bate recorde

O Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI/RS), medido pela FIERGS, encerrou o ano com crescimento de 12,8% ante 2020, a maior taxa em 30 anos. O recorde se deve à base deprimida do ano passado, quando o índice atingiu pisos históricos por conta da primeira onda da Covid-19. A alta, porém, mais do que compensou a redução de 2020 (-4,8%), superando em 7,4% o nível de atividade de 2019. “Além da base deprimida, o resultado refletiu o retorno das atividades econômicas, sobretudo, o dinamismo dos setores industriais ligados ao agronegócio e das exportações”, relata o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

Todos os componentes do IDI/RS cresceram em 2021: compras industriais (+31,0%), horas trabalhadas na produção (+15,1%), faturamento real (+8,7%), emprego (+6,7%), utilização da capacidade instalada-UCI (+5,7 p.p.) e massa salarial real (+4,6%). A expansão anual foi disseminada: 14 dos 16 setores pesquisados. Os destaques foram Máquinas e equipamentos (+32,4%), Químicos e derivados de petróleo (+11,1%), Veículos automotores (+15,8%), Produtos de metal (+17,9%) e Couros e calçados (+10,1%). Apenas Madeira (-1,2%) e Máquinas e materiais elétricos (-0,7%) recuaram.

Para 2022, a tendência é de desaceleração. A perspectiva é de um avanço da atividade industrial de 1,7% no Estado. Para crescer mais, o setor precisará ganhar força. As expectativas dos empresários são favoráveis: há confiança e intenção de investir. A reabertura econômica tende a se completar e a demanda externa deve continuar ajudando. O presidente da FIERGS destaca, porém, que os fatores restritivos de 2021 continuam no radar, sobretudo, os gargalos na cadeia de suprimentos. “A forte estiagem que estamos passando, os casos de Covid-19 e a eleição polarizada também trazem incertezas para o cenário econômico”, completa Petry.


Comunicação da Fiergs