Futuro da indústria é sustentável, diz especialista em inovação do Senai

Tratando do futuro da indústria, Luís Gustavo Delmont, especialista em inovação do SENAI, falou sobre os desafios e caminhos de inovação que os industriais podem seguir para permanecerem competitivos nos próximos anos.

Luís começou o papo ressaltando o trabalho do SENAI para entender e atender as necessidades das indústrias. O profissional destacou que a instituição trabalha há 80 anos com educação para a indústria. Sempre com a visão de preparar as empresas e profissionais para o futuro, há 40 anos oferece serviços técnicos.

Há pouco mais de 10 anos, entendendo a nova necessidade de mercado, o SENAI trabalha com pesquisa aplicada e inovação para ajudar as indústrias brasileiras a se adequarem ao momento atual e futuro.

O especialista destaca que nesse meio tempo, o SENAI investiu em 26 institutos de inovação onde foram desenvolvidos mil e trezentos projetos.

Para ele, a indústria precisa ser protagonista e para isso os fatores chaves são: transição energética, passando por tecnologias de captura de carbono e mudança na matriz de energia, bioeconomia, achando uma forma de evoluir com produtos que não agridam as florestas, e economia circular, promovendo a reutilização e geração de menos lixo.

“O que eu quero ser daqui 10 anos? O Brasil não faz essa reflexão como Estado e são poucas as instituições que fazem isso de forma estruturada. Só que o mundo inteiro está nesse movimento, porque sem natureza a gente não vive”, questiona Luís.

Luiz Gustavo ressalta que o cenário futuro, pensando em decréscimo da economia e alta de juros, não é necessariamente positivo, mas que as pessoas precisam parar de ignorar a inovação e começar a tomar atitudes concretas.

Por fim, Luis comenta que as indústrias brasileiras ainda permanecem em um ambiente muito fechado. É preciso enxergar as oportunidades da nova economia e agir para se adequar ao movimento mundial.

“Precisamos de um mecanismo que seja mais barato de errar e de transformar. A gente tem uma série de ativos, temos que ter um olhar estratégico: onde eu vou correr na frente, onde vou correr do lado e onde vou correr lá atrás. Precisamos de uma congruência de todos os atores para alcançar a competitividade”, finaliza.


CIMM