Governo tenta baixar custo da energia

O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) decidiu reduzir o teto de preço para o acionamento de usinas térmicas no País, retirando do sistema projetos que cobrem mais de R$ 600 por MWh (megawatt-hora) gerado.

O valor é menor do que os R$ 1.000 por MWh definidos como teto na última reunião do comitê, em janeiro. A decisão, diz o CMSE, responde à melhora no nível das barragens e na expectativa de chuvas para os próximos meses.

Para enfrentar a seca em 2021, o governo autorizou o uso de todo o parque térmico disponível no País, acionando usinas que chegavam a custar R$ 2.500 por MWh. Para bancar os custos extras, foi criada a bandeira tarifária de escassez hídrica, com vigência até abril.

A bandeira acrescenta R$ 14,20 por cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos, valor bem superior aos R$ 9,49 por 100 kWh da bandeira vermelha nível 2, até então a maior sobretaxa cobrada na conta de luz para bancar as térmicas.

O CMSE também estabeleceu um teto de R$ 1.000 por MWh para a importação de energia dos países vizinhos. Além disso, estabeleceu um limite de 10.000 MW para a geração térmica e a importação de energia. Em janeiro, esse limite era de 15.000 MW.

Jornal do Comércio