Grendene ganha espaço no mercado externo, mas lucro cai no Brasil

Inflação em alta, matéria-prima mais cara e volume menor de compras das lojas — por conta do Natal mais fraco em 2021 e reajustes de preço neste ano — afetaram os resultados do primeiro trimestre da Grendene (Farroupilha/RS). O lucro líquido da calçadista recuou 4,9% na comparação ano a ano, fechando os últrimos três meses em R$ 125,3 milhões. A empresa vem reforçando a aposta no mercado externo, o que foi relevante neste começo de 2022: um terço do faturamento de R$ 630,8 milhões veio de exportações no período, o que permitiu limitar a retração na receita total a 1%. A receita no Brasil caiu 9% e o volume das vendas, mais de 30%.

A Grendene vendeu 9,7 milhões de pares para o mercado externo, um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização do real acabou fazendo com que a receita internacional não acompanhasse integralmente a expansão no volume.

No Brasil, o cenário foi inverso. O balanço mostra que o volume de pares vendidos sofreu queda de 30,4% no trimestre, totalizando 18,9 milhões de pares vendidos. A alta de 31% no preço por par fez com que a queda na receita ficasse contida em 9%. A companhia conseguiu reajustar preço para mitigar a alta nos custos. Houve correção de dois dígitos nos preços e concentração nas vendas de produtos de maior valor agregado, como Zaxy, Melissa e Azaleia.


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