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Indústria de máquinas para o setor coureiro-calçadista ensaia recuperação

Após registrar desaceleração nas vendas no último trimestre do ano passado, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos para o setor coureiro-calçadista começa 2023 com indicativos de reversão deste quadro. "O mercado de forma geral está melhor do que se esperaria. Após um início de janeiro parado, aconteceu recuperação do movimento, mas se nota maior volume de consultas e vendas de máquinas para calçados do que para curtumes", avalia o presidente da Abrameq, André Nodari. Ele acrescenta que, por se tratar de investimentos em bens de capital, ainda há um adiamento nos fechamentos de negócios. Para André da Rocha, diretor administrativo da Master Soluções que Conectam (Novo Hamburgo/RS), empresa de máquinas para o setor coureiro-calçadista, o ano de 2023 está sendo desafiador. "O nível de incerteza alto, o custo do capital com juros muito acima da neutralidade e a previsão de crescimento econômico desacelerando, colocam o mercado em compasso de espera para a tomada de decisão de investimentos", pondera. Por outro lado, o empresário aponta que o nível de desemprego em declínio e a consequente escassez de mão de obra, a inflação em queda, o potencial de aumento das exportações de calçados gerado pelas mudanças estruturais nas cadeias globais de suprimento, devem refletir de forma positiva nos negócios do segmento de máquinas. "Com isso tudo, se pode projetar uma melhora, no curto prazo, que pode incentivar os investimentos para dar resposta ao provável aumento da demanda interna e externa no segundo semestre de 2023", completa.

Tripé de condições: De forma conservadora e com cautela, o empresário Marlos Schmidt, diretor industrial da Indústria de Máquinas ERPS (Novo Hamburgo/RS), observa que, para o mercado ser bom, ele precisa do tripé de condições: visão de médio/longo prazo positiva, linhas de financiamento e tecnologia disponível. “Nos dois primeiros itens estamos inseguros pelo ambiente tenso e duvidoso que se inicia esse ano no Brasil e com baixa expectativa de solução. No item tecnologia estamos bem. E é nesse olhar mais interno que nos deparamos com nosso pensamento positivo, pois investimos muito nos últimos anos para contar com uma linha de máquinas com tecnologias adequadas aos desafios do mercado”, comenta Schmidt.

Para ser competitivo no mercado O presidente do Conselho de Administração da Abimaq, Gino Paulucci Júnior, considera que a indústria de bens de capital necessita de condições isonômicas para competir com seus concorrentes internacionais, tanto no mercado interno quanto no externo. “O que pressupõe a construção de arcabouço fiscal, que conduza o País ao equilíbrio macroeconômico favorável aos investimentos produtivos; e um sistema tributário simples, baseado em imposto sobre valor agregado, incidindo sobre bens e serviços, sem regimes especiais e completamente desoneráveis na fronteira”, frisa o dirigente.


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