Inflação na meta, mas riscos climáticos preocupam
A inflação perdeu força em julho, mas ainda é fator de preocupação para economistas e para o Banco Central (BC). O IPCA, índice oficial, avançou apenas 0,07% em julho, o menor percentual para o mês em quatro anos.
Ainda assim, o resultado veio acima das projeções de analistas, que previam alta de 0,03%. O leve descasamento entre expectativa e realidade é reflexo de serviços mais resistentes e de uma queda na alimentação menor do que a esperada pelos economistas.
Quando se observa o comportamento dos preços em um horizonte mais longo, porém, a taxa acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta definida pelo BC, de 4,5%, pela primeira vez desde abril.
Nesse equilíbrio de pesos e contrapesos, de alívio em julho, mais preocupação com a demanda e o impacto do El Niño adiante, economistas colocaram no radar a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião de setembro, a última antes da eleição presidencial. Não há consenso quanto a essa aposta, mas o cenário posterior é ainda mais nebuloso.
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InfoMoney





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