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Sem impacto eleitoral, real se valoriza mais de 6% em relação ao dólar

No dia seguinte à votação do primeiro turno, o dólar registrou a maior queda diária (-4,09%), desde 2018, e deu uma breve amostra daquilo com que os investidores estavam acostumados a conviver nos meses que antecedem a abertura das urnas: o aumento das oscilações na cotação da moeda norte-americana, pressionada pelas movimentações de campanha. No entanto, o episódio é, até agora, o único ao longo da campanha eleitoral, e foi incapaz de alterar a trajetória de apreciação do real no acumulado do ano, bem como a tendência de estabilidade ao longo do período eleitoral.

No histórico das eleições brasileiras, entretanto, o câmbio tende a protagonizar esse processo, guiado por volatilidade (sobe e desce de precificações) e especulação na antessala da escolha do novo chefe do Poder Executivo. Em 2022, ainda que o pleito seja marcado pela polarização, os efeitos foram pouco sentidos, constatam os analistas consultados por GZH.

Na contramão das expectativas, o real exibe valorização de 6,37% sobre a moeda norte-americana no acumulado do ano, até o fechamento do mercado na terça-feira (11). De setembro até aqui, indiferente ao acirramento dos debates, a situação beira a estabilidade, com a leve alta do dólar (+1,37%), cotado a R$ 5,27 na véspera do feriado.


Agência Estado




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