Setor calçadista espera renovação do antidumping

De acordo com o vice-presidente da ACI-NH/CB/EV, Frederico Wirth, o antidumping deve permanecer ativo enquanto a concorrência com o mercado chinês for desleal.

"A questão é a diferença de concorrência. Uma coisa é competir com uma fábrica que tem funcionários com a mesma jornada de trabalho, mesmos direitos, mesma remuneração. O que levou ao processo do antidumping é que em países como a China o nível de proteção ao trabalhador está bem abaixo do brasileiro. A fábrica chinesa vende produtos feito em condições muito desleais, e o consumidor acaba comprando o mais barato", observa Wirth.

A Camex já iniciou as reuniões para discutir o tema. Uma das entidades envolvidas, e que desde o início atuou fortemente para que a medida fosse validada e renovada, é a Abicalçados e que desta vez prefere se manter nos bastidores enquanto articula com o governo.

A Camex, por sua vez, informou em nota que "a revisão de final de período referente a calçados está em curso." A decisão final será divulgada até a data limite de vigência, 26 de fevereiro.

A taxa extra ao calçado chinês faz muito sentido. A China passou o Vietnã e voltou a figurar como a número um nas importações brasileiras de calçados. Segundo dados da Abicalçados, em janeiro, a China enviou mais de 1,32 milhão de pares de calçados para o Brasil, 19,6% mais do que no mesmo mês de 2021.


Jornal NH