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Crise de mão de obra qualificada na indústria brasileira

Apesar de o país registrar a menor taxa de desemprego desde 2012, o mercado de trabalho industrial vive um paradoxo. A escassez de profissionais qualificados tem se agravado ao travar a competitividade e obrigar as empresas a capacitar e requalificar os trabalhadores. A análise consta em uma nota técnica publicada pela CNI.


De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação no trimestre encerrado em dezembro foi de 5,1%, a menor da série histórica. Por outro lado, o mercado de trabalho apresenta elevado nível de informalidade, já que 38% das ocupações não têm registro ou proteção social. Além disso, é crescente a falta de interesse da população, especialmente dos mais jovens, por relações de trabalho tradicionais. Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha no ano passado aponta que 59% dos brasileiros preferem ser autônomos, percentual que sobe para quase 70% entre os jovens de 16 a 24 anos.


Em meio a esse cenário, a falta de mão de obra qualificada se tornou um dos principais problemas enfrentados pela indústria, sobretudo nos últimos cinco anos, após a pandemia de Covid-19. Segundo a Sondagem Industrial, da CNI, a escassez de profissionais capacitados chegou a figurar na última posição do ranking de 17 preocupações do setor. A menção a esse item no ranking se manteve em torno de 5% entre 2015 — início da série — e 2020. De lá até 2024, cresceu quase ininterruptamente, quando atingiu 23% das assinalações.


Portal da Indústria


 
 
 
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