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Câmara Brasil-Canadá compartilha informações ao setor

há 11 minutos
2 min de leitura

O copresidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Peter Hawkins, participou de reunião aberta do Comitê de Internacionalização da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti, nesta quarta-feira, 23. No evento, o dirigente compartilhou informações sobre o cenário econômico e comercial do Canadá e indicou oportunidades de negócios a empresas e entidades calçadistas da região.

Na saudação de abertura, o diretor da ACI, Fauston Saraiva, destacou o propósito de ajudar os associados a entender o mercado internacional e expandir seus negócios, especialmente importante após o novo tarifaço dos Estados Unidos.


O Canadá pode ser um novo destino para o calçado brasileiro. A população de aproximadamente 41,5 milhões de pessoas consome cerca de 150 milhões de pares ao ano, importados da China, de Vietnã e da Itália.


“O Canadá é composto por vários mercados regionais, que são pontos de ingresso no país”, disse Hawkins, que destacou as principais características de cada um:


Ontario - Oportunidades de grande volume, sortimento amplo, atuação omnichannel e disciplina em serviços e preços são fatores importantes.


Quebec - Moda, design e relevância para o mercado local têm um peso adicional.


British Columbia – O clima úmido favorece um estilo de vida voltado para atividades ao ar livre e produtos resistentes às condições climáticas.


Alberta - Uma renda familiar mais alta impulsiona as categorias de produtos voltados para o trabalho e atividades ao ar livre no inverno.


Atlantic Canada - Volumes de pedidos menores favorecem relacionamentos, reposição confiável e produtos versáteis.


Conforme Hawkins, o fato de Novo Hamburgo e o Vale do Sinos já contarem com ativos de exportação pode favorecer os negócios. “A distribuição brasileira é o diagnóstico de exportação, mas, antes de falar sobre o Canadá, é preciso entender o que já funciona no Brasil, como canais, desempenho, execução, disponibilidade e suporte”, enfatizou.


Quatro rotas para clientes canadenses


Hawkins também indicou quatro rotas para acesso a clientes canadenses: atendimento direto do Brasil (baixo investimento inicial, mas com entrega lenta, dificuldade para devoluções e surpresas com taxas alfandegárias), marketplaces canadenses (permitem testes de demanda rápida, mas com taxas e propriedade limitada por parte dos clientes), armador e operador logístico (entrega mais rápida e devolução mais fácil) e distribuidor local (favorece relacionamentos, conformidade e realização, mas oferece margem e controle reduzidos).


Comunicação ACI




 
 
 

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