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Exportações de calçados têm pior resultado pós-pandemia

11 de set.
2 min de leitura

Entre janeiro e agosto, foram embarcados ao exterior 62,45 milhões de pares, 7,5% menos do que no mesmo período de 2025.


Dados elaborados pela Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Calçados (Abicalçados), com base nos registros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), demonstram um quadro preocupante para o setor. Entre janeiro e agosto, foram embarcados ao exterior 62,45 milhões de pares, que geraram US$ 541,45 milhões, quedas de 7,5% em volume e de 16,8% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado. No recorte de agosto, as exportações somaram 7,13 milhões de pares e US$ 70,8 milhões, quedas de 6,6% e 8,1%, respectivamente, ante o mesmo mês de 2025. Tratam-se dos piores resultados desde 2020, ano impactado pela pandemia de Covid-19.


O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o movimento de queda está associado, principalmente, às dificuldades com as exportações para os Estados Unidos e para a Argentina. “No acumulado do ano, Estados Unidos e Argentina são responsáveis pela perda de US$ 111 milhões em exportações, em comparação com o mesmo período do ano passado”, ressalta. Segundo Ferreira, apesar dos esforços do setor para a diversificação de destinos, o crescimento em terceiros mercados, em especial da América Latina, não compensou integralmente as perdas nos Estados Unidos e Argentina, os dois principais destinos internacionais das exportações de calçados. “Nos Estados Unidos, seguimos sentindo reflexos do tarifaço, enquanto na Argentina existe uma queda no consumo e uma predominância cada vez maior de calçados provenientes da Ásia, impulsionados pela redução tarifária aos produtos extra-Mercosul ”, completa o executivo.


Em agosto, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos. No mês, foram embarcados para lá 1,13 milhão de pares, que geraram US$ 19,42 milhões. O volume ficou 40,5% acima do registrado no mesmo mês de 2025, enquanto a receita sofreu retração de 9,2%. Em agosto, o preço médio do calçado embarcado para os Estados Unidos caiu 35,4%, para US$ 17,20, “movimento que está associado à maior retração de categorias de maior valor unitário, especialmente calçados de couro, e à mudança do perfil das vendas para o mercado, além da baixa base de comparação do mês de agosto do ano passado", analisa Ferreira. No acumulado do ano, as exportações para os Estados Unidos somaram 7,38 milhões de pares e US$ 120,5 milhões, quedas de 4,1% em volume e de 22,8% em receita no comparativo com o mesmo período de 2025.


O segundo destino de agosto foi a Argentina. No mês, foram embarcados para o país vizinho 1,25 milhão de pares, que geraram US$ 11,5 milhões, quedas de 23% e 37,6% respectivamente, no comparativo com o mês de agosto de 2025. No acumulado do ano, os hermanos importaram 4,52 milhões de pares por US$ 60,3 milhões, quedas de 51,6% e 55,6% ante o mesmo intervalo do ano passado.


Comunicação da Abicalçados


 
 
 

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