Exportações brasileiras de couros totalizam US$ 1,1 bilhão em 2025
- abrameq
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Em 2025, o Brasil exportou 188 milhões de metros quadrados e 640 mil toneladas de couros e peles, que geraram US$ 1,132 bilhão. O resultado corresponde a queda de 2,9% em área, aumento de 7,1% em peso e redução de 9,8% em valor na comparação com 2024. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e analisados pelo Centro das Indústrias de Curtumes de Brasil (CICB).
O Rio Grande do Sul seguiu no ano passado como o principal estado exportador de couros do País. Em 2025, os curtumes gaúchos exportaram 52 milhões de metros quadrados e 114 mil toneladas, que geraram US$ 325 milhões. Aumentos de 10,6% em área e de 3,4% em peso, porém, queda de 2,6% em valor em relação ao ano retrasado. Em termos de valor, o RS representa 28,7% do total das exportações brasileiras de couros e peles.
Dezembro
Segregando o mês de dezembro, as exportações de couros atingiram US$ 96,2 milhões no mês 12. Esse valor representa aumento de 6,4% sobre o mesmo período de 2024. Em volume, foram exportados 16,9 milhões de metros quadrados e 64,3 mil toneladas, que representam acréscimos de 8,5% e de 28,6%, respectivamente, em comparação com dezembro de 2024.
Principais mercados internacionais
China, Estados Unidos e Itália foram os três principais mercados internacionais para o couro brasileiro no ano passado. Os chineses (excluindo Hong Kong) aumentaram a participação para 30,5% (antes 30,3%) em valor e manteve 44,2% (44,2%) em área, com quedas de 14,2% (-15,3%) em valor e de 1,1% (-0,8%) em área. Em segundo lugar no ranking, os estadunidenses tiveram 12,6% (13,0%) de participação em valor, e de 6,5% (6,7%) em área. Decréscimos de 14,4% (-13,4%) em valor e de 4,1% (-3,2%) em área. Já, os italianos em terceiro, agora com participação de 10,8% (10,9%) em valor e de 12,2% (12,4%) em área. Quedas de 14,3% (-17,8%) em valor e de 7,2% (-10,7%) em área.
“Em sentido oposto, o aumento das tarifas nos Estados Unidos prejudicou o desempenho das vendas para esse mercado. Apesar de melhora pontual em dezembro, o fechamento do ano ainda registra retração das exportações de couro para os três principais destinos”, diz a análise do CICB no documento “Exportações brasileiras de couros e peles – dezembro 2025”.
Exportações por estágio
As exportações brasileiras de couros bovinos por estágio apresentaram as seguintes variações em 2025, em comparação com o ano anterior: wet blue, com uma participação de 26,7% (antes 26,5%) em valor e 55,0% (54,8%) em área, com quedas de 18,9% (-20,9%) em valor e 2,6% (-3,3%) em área. Raspa WB com 11,7% (11,6%) de participação em valor, com quedas de 8,7% (-9,9%) no valor e 4,2% (-5,8%) em área. Crust agora com 9,4% (9,3%) em valor e 8,5% (8,4%) em área, apresenta reduções de 26,3% (-28,1%) em valor e de 20,0% (-21,4%) em área. Acabado registra uma participação de 47,5% (48,1%) em valor e 36,5% (36,8%) em área, com queda de 6,3% (-6,4%) em valor, porém aumento de 1,6% (+1,2%) em área.
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