Futuro da automação industrial está na evolução contínua
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A transformação digital da indústria exige uma nova forma de evoluir operações em que inovação, continuidade e flexibilidade caminham juntas.
Se antes a inovação estava concentrada na automação de processos, agora o desafio é construir operações capazes de evoluir continuamente, incorporando inteligência, conectividade e novas aplicações sem comprometer a disponibilidade dos ativos nem exigir grandes intervenções na planta.
Durante muito tempo, modernizar uma planta industrial significava substituir sistemas inteiros em projetos longos, complexos e frequentemente associados a elevados investimentos e paradas operacionais. Hoje, em vez de substituir toda a infraestrutura existente, cresce a demanda por arquiteturas abertas e flexíveis, capazes de preservar investimentos realizados ao longo dos anos enquanto incorporam, gradualmente, recursos como inteligência artificial, análise avançada de dados, computação em nuvem, operações remotas e novos padrões de conectividade. A modernização deixa de ser um evento isolado para se tornar um processo contínuo, alinhado ao ritmo de evolução de cada operação.
Esse movimento já é uma realidade. Segundo o Manufacturing Industry Outlook 2026, da Deloitte, 80% dos fabricantes planejam destinar pelo menos 20% de seus orçamentos de melhoria para iniciativas de smart manufacturing, priorizando investimentos em automação, dados, sensores, computação em nuvem e inteligência artificial. O foco deixa de ser a adoção pontual de novas tecnologias e passa a ser a construção de uma base tecnológica capaz de acompanhar a evolução contínua das operações.
Inteligência para evoluir continuamente
Nesse contexto, a inteligência artificial ganha protagonismo, mas seu valor depende diretamente da qualidade da arquitetura de automação. Sem dados confiáveis, contextualizados e integrados entre diferentes sistemas, mesmo os algoritmos mais sofisticados têm capacidade limitada de gerar resultados consistentes.
É justamente essa visão que orienta o conceito de Automation Extended da ABB. A proposta parte do princípio de que a transformação da automação não precisa acontecer por meio da substituição completa dos sistemas existentes, ela pode ocorrer de forma gradual, preservando ativos já instalados enquanto cria uma base preparada para incorporar novas tecnologias conforme as necessidades do negócio evoluem.
Essa abordagem ganha forma no ABB Ability™ System 800xA 7.0, desenvolvido para ampliar a integração entre tecnologias operacionais e digitais, fortalecer recursos de cibersegurança e oferecer uma arquitetura aberta, preparada para aplicações cada vez mais avançadas de inteligência artificial, análise de dados e operações remotas. Mais do que adicionar novas funcionalidades, a plataforma busca reduzir a complexidade da transformação digital e permitir que a inovação aconteça sem comprometer a continuidade dos processos industriais.
De agora em diante, o futuro da automação não será definido apenas pela adoção de novas tecnologias, mas pela capacidade das empresas de construir uma base tecnológica suficientemente flexível para acompanhar a velocidade da inovação.
Os ativos construídos ao longo das últimas décadas representam um patrimônio tecnológico importante, mas seu verdadeiro potencial será alcançado quando forem capazes de dialogar com as novas tecnologias que já estão redefinindo o setor industrial. Mais do que substituir sistemas, o desafio passa a ser criar as condições para que a inovação aconteça de forma contínua, segura e sustentável. É essa capacidade de evoluir sem interromper a operação que definirá a próxima geração da automação industrial.
ABB – Engineered to Outrun





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