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Importações de pequenas remessas batem recorde

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

A disparada das importações de produtos de baixo valor em junho reforçou a preocupação do varejo brasileiro com os efeitos da retirada da chamada “taxa das blusinhas”. Dados da Receita Federal mostram que as compras internacionais realizadas por meio do Programa Remessa Conforme alcançaram R$ 2,6 bilhões no mês, o maior valor da série histórica, ante o R$ 1,29 bilhão de junho de 2025 (alta de 101%). No mesmo período, foram registradas 28 milhões de encomendas, mais que o dobro das 13 milhões contabilizadas em junho de 2025, um crescimento de 116% na comparação anual.


Na comparação com os meses mais recentes, o avanço também chama atenção: o número de remessas aumentou cerca de 40% em relação a maio e 74% sobre abril, último mês em que a tributação federal estava em vigor.


O cenário fortalece a mobilização de entidades representativas do comércio, que defendem o restabelecimento da cobrança do Imposto de Importação para compras de até US$ 50 realizadas em plataformas internacionais.


Varejo e indústria apontam concorrência desleal

Um dos setores que mais sente os efeitos do aumento das importações é o calçadista. Em Nova Serrana, no centro-oeste do Estado, principal polo produtor de calçados de Minas Gerais, a redução da demanda já começa a atingir a indústria.


Segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), Rodrigo Martins, os lojistas têm relatado queda nas vendas diante do crescimento das compras em plataformas internacionais, o que já se reflete na diminuição dos pedidos às fábricas.


A disparada das importações de produtos de baixo valor em junho reforçou a preocupação do varejo brasileiro com os efeitos da retirada da chamada “taxa das blusinhas”. Dados da Receita Federal mostram que as compras internacionais realizadas por meio do Programa Remessa Conforme alcançaram R$ 2,6 bilhões no mês, o maior valor da série histórica, ante o R$ 1,29 bilhão de junho de 2025 (alta de 101%). No mesmo período, foram registradas 28 milhões de encomendas, mais que o dobro das 13 milhões contabilizadas em junho de 2025, um crescimento de 116% na comparação anual.


Na comparação com os meses mais recentes, o avanço também chama atenção: o número de remessas aumentou cerca de 40% em relação a maio e 74% sobre abril, último mês em que a tributação federal estava em vigor.


O cenário fortalece a mobilização de entidades representativas do comércio, que defendem o restabelecimento da cobrança do Imposto de Importação para compras de até US$ 50 realizadas em plataformas internacionais.


Varejo e indústria apontam concorrência desleal

Um dos setores que mais sente os efeitos do aumento das importações é o calçadista. Em Nova Serrana, no centro-oeste do Estado, principal polo produtor de calçados de Minas Gerais, a redução da demanda já começa a atingir a indústria.


Segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), Rodrigo Martins, os lojistas têm relatado queda nas vendas diante do crescimento das compras em plataformas internacionais, o que já se reflete na diminuição dos pedidos às fábricas.


“O varejo está sofrendo muito com essa mudança. A importação aumentou muito e isso está reduzindo a demanda da indústria brasileira. As pessoas preferem comprar produtos de fora porque, via de regra, eles chegam mais baratos, já que não pagam os mesmos impostos que nós pagamos aqui”, afirma.


Martins ressalta que a indústria nacional não reivindica proteção, mas igualdade de condições para competir. “Nós não queremos privilégio, queremos apenas igualdade de tratamento. Hoje o governo acaba incentivando a compra lá fora. Esse dinheiro não fica no País, não gera emprego nem renda aqui e enfraquece tanto a indústria quanto o varejo brasileiro“, diz.


Para o economista da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), Vinicius Carlos Silva, o salto nas importações está diretamente relacionado ao fim da tributação e amplia a desigualdade competitiva entre empresas nacionais e estrangeiras.


Veja a matéria completa aqui.


Diário do Comércio


 
 
 

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