Indústria calçadista perde 4 mil postos de trabalho em um mês
- abrameq
- 8 de jan.
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A indústria calçadista brasileira perdeu 4 mil postos de trabalho em novembro de 2025. Apesar disso, o setor terminou o período de janeiro a novembro do ano passado com saldo positivo de 7,9 mil empregos diretos e estoque total de 290,2 mil pessoas empregadas na atividade, 1% menos do que no mesmo período de 2024. As informações, divulgadas nesta terça-feira (6), são de dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, aponta que a perda dos 4 mil postos de trabalho em novembro “é reflexo direto do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos aos calçados brasileiros“.
“Com o tempo passando e sem uma solução para o impasse, as empresas perdem o fôlego para a manutenção dos empregos”, comenta o dirigente da Abicalçados, ressaltando que, em novembro de 2025, as exportações para os Estados Unidos caíram quase 50%, para cerca de US$ 10 milhões.
Estados
O principal empregador do setor calçadista no Brasil também foi o estado mais atingido pelo tarifaço dos Estados Unidos. O Rio Grande do Sul perdeu 1,53 mil emprego em novembro de 2025, encerrando os 11 meses do ano passado com saldo negativo de 1,8 mil postos. Com os números, as fábricas gaúchas encerraram novembro com estoque de 79,1 mil empregos na atividade, 5,5% menos do que no mesmo período do ano passado. “O Rio Grande do Sul é o principal exportador brasileiro de calçados para os Estados Unidos, tendo perdido, desde a aplicação do tarifaço, mais de 3,3 mil empregos. Infelizmente, era um movimento esperado”, avalia Ferreira.
Na sequência entre os estados empregadores do setor aparece o Ceará, que perdeu 865 postos em novembro e encerrou o período com saldo positivo de 472 empregos. Com os números, as fábricas cearenses encerraram o mês 11 empregando 69,6 mil pessoas, 0,6% menos do que no mesmo período de 2024.
O terceiro maior empregador do setor foi a Bahia, que perdeu 313 postos em novembro e, ainda assim, encerrou o acumulado com 3,66 mil empregos criados. O estoque das fábricas baianas ficou em 44,53 mil empregos, 6,1% mais do que no mesmo período de 2024.
São Paulo, outro estado fortemente atingido pelo tarifaço dos Estados Unidos, foi o quarto empregador, tendo perdido, em novembro, 663 empregos na atividade. O saldo dos 11 meses, no entanto, ficou positivo em 2,48 mil postos gerados. Com isso, as fábricas locais encerraram o período com estoque de 32,88 mil empregos na atividade, 1,3% menos do que no mesmo intervalo de 2024.
(*) As informações são da Abicalçados.
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