Inovação cresce, mas gargalos desafiam setor produtivo
Brasil se destaca em ciência e empreendedorismo, mas ainda precisa aproximar pesquisa e indústria para ampliar os ganhos de produtividade.
O Brasil manteve a 2ª posição entre as economias mais inovadoras da América Latina e Caribe, segundo o Índice Global de Inovação (IGI) 2026. O país deixou atrás apenas do Chile e segue como o único da região com desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, condição mantida pelo sexto ano consecutivo. O estudo atribui destaque ao tamanho do mercado brasileiro e a pontos fortes em ciência, empreendedorismo e ativos intangíveis.
Para a indústria, porém, o relatório aponta desafios na transformação desse conhecimento em resultados produtivos em maior escala. O Brasil ocupa a 90ª posição em colaboração em pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre universidades e empresas, enquanto o P&D realizado pelo setor privado aparece em 36º lugar.
O diagnóstico converge com temas que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) colocou no centro do documento "Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis". Entre as prioridades apresentadas pela entidade estão inovação e tecnologia, formação de talentos, aumento da produtividade, fortalecimento da política industrial e melhoria do ambiente de negócios, com foco na competitividade e no desenvolvimento produtivo do país.
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