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Mercado prevê queda mais rápida dos juros com ajuste fiscal

há 57 minutos
1 min de leitura

Ajuste nas contas públicas a partir de 2027, desaceleração da economia e melhora do câmbio podem abrir espaço para cortes maiores da Selic.


A possibilidade de um ajuste fiscal a partir de 2027, combinada à desaceleração da economia brasileira e à melhora recente do câmbio, pode abrir espaço para uma queda mais acelerada da taxa básica de juros do país, a Selic.


Apesar disso, a aceleração dos cortes não é o cenário-base da maioria dos economistas consultados pelo CNN Money, que condicionam uma mudança no ritmo à melhora consistente das expectativas de inflação e à adoção de medidas concretas para equilibrar as contas públicas.


Após o primeiro turno, as taxas futuras médias e longas recuaram mais de 100 pontos-base, segundo Elisa Machado, economista-chefe da KAT Investimentos, um dos principais escritórios do Safra.


"O fator principal foi a leitura de maior probabilidade de mudança de orientação na política econômica em 2027, com expectativa de ajuste fiscal. A continuidade, porém, depende de confirmação: resultado do 2º turno, sinalizações concretas de política fiscal e os próximos IPCAs", avaliou a especialista ao CNN Money.


Há cinco reuniões, o Copom vem conduzindo um ciclo de calibragem da política monetária, com cortes de 0,25 ponto percentual em cada decisão. Com isso, a Selic chegou aos atuais 13,75% ao ano.


O cenário-base do mercado é de que a taxa básica de juros encerre 2026 em 13,25%, segundo o boletim Focus, do Banco Central. A projeção indica mais dois cortes de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. Para 2027, a expectativa é de que a Selic termine o período em 12%.


CNN Brasil


 
 
 

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