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O desafio que assombra o comércio exterior brasileiro

há 11 minutos
2 min de leitura

Tributação, logística, burocracia, crédito e energia pesam sobre a capacidade das empresas de competir no mercado internacional.


O peso invisível que acompanha a produção brasileira até o mercado internacional é o foco de um conteúdo especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o Custo Brasil. A iniciativa reúne entraves que encarecem a atividade econômica e mostra por que a competitividade também depende das condições oferecidas às empresas para operar.


Para quem atua no comércio exterior, essa discussão começa antes do embarque. A formação do preço envolve recursos para produzir, energia, transporte e cumprimento de exigências. Quando essas etapas ficam mais caras ou menos previsíveis, a empresa precisa rever margens, prazos e condições de negociação com o comprador.


O peso da tributação e os desafios da transição

A complexidade tributária exige das empresas atenção permanente às regras e às obrigações fiscais. Na operação internacional, a previsibilidade desse ambiente é importante para formar preços e planejar contratos sem acumular incertezas ao longo da cadeia.


A reforma tributária do consumo já foi aprovada e está em implementação. Segundo a Receita Federal, 2026 é o ano de testes da CBS e do IBS, e a vigência integral do novo modelo está prevista para 2033. Entre seus objetivos estão a simplificação, a redução da cumulatividade e a desoneração das exportações.


O desafio, portanto, está na transição e na efetivação desses benefícios. A adaptação dos sistemas e das rotinas fiscais precisa acompanhar as mudanças, enquanto as empresas continuam produzindo e atendendo seus clientes.


Gargalos logísticos no caminho da produção

A infraestrutura é outro componente destacado pela CNI. No comércio exterior, a eficiência depende da ligação entre os locais de produção, os meios de transporte e os pontos de saída das mercadorias.


Um atraso em uma dessas conexões pode exigir a revisão de toda a programação. Para o exportador, o impacto pode aparecer no frete, no tempo de espera, na armazenagem ou na dificuldade de cumprir a data negociada. A intensidade desses efeitos varia conforme a carga, a rota e as condições da operação.


Comex do Brasil


 
 
 

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