Produção industrial da Argentina recua 3,2% em agosto
O índice de produção industrial manufatureira da Argentina caiu 3,2% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o instituto nacional de estatística INDEC. O relatório, divulgado em Buenos Aires em 7 de outubro de 2026, também mostrou que o resultado acumulado de janeiro a agosto de 2026 ficou 2,7% abaixo do mesmo período de 2025.
Na série com ajuste sazonal, o índice subiu 1,9% em relação ao mês anterior em agosto de 2026, enquanto a série de tendência-ciclo recuou 0,6% na comparação mês a mês.
No nível de divisão, onze das dezesseis divisões manufatureiras registraram quedas na comparação anual em agosto de 2026. Classificadas por sua contribuição ao índice geral, as reduções ocorreram em máquinas e equipamentos, 24,0%; outros equipamentos, aparelhos e instrumentos, 20,6%; vestuário, couro e calçados, 14,7%; veículos automotores, carrocerias, reboques e peças, 8,8%; produtos metálicos, 9,6%; produtos minerais não metálicos, 6,8%; produtos de borracha e plástico, 7,0%; produtos têxteis, 9,4%; móveis e colchões e outras indústrias de transformação, 5,1%; alimentos e bebidas, 0,2%; e produtos de tabaco, 14,3%.
Contribuições positivas vieram de produtos químicos e substâncias químicas, 4,0%; metais básicos, 3,3%; refino de petróleo, coque e combustível nuclear, 4,7%; madeira, papel, edição e impressão, 2,3%; e outros equipamentos de transporte, 12,1%.
Dentro de alimentos e bebidas, que recuou 0,2% na comparação anual, várias subclasses registraram queda. A carne bovina caiu 8,1%, a carne de aves 8,4%, o vinho 12,9% e outros produtos alimentícios 7,9%. Houve ganhos na moagem de óleos e gorduras, alta de 9,4%; frutas, legumes e leguminosas preparados, alta de 5,2%; refrigerantes, águas, sodas, cervejas, sucos, sidras e destilados, alta de 4,2%; produtos lácteos, alta de 2,7%; e fiambres e embutidos, alta de 2,3%. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a divisão de alimentos e bebidas caiu 0,2%.
Os produtos de tabaco caíram 14,3% na comparação anual em agosto de 2026, com a produção de cigarros recuando 14,0% e a preparação de folhas de tabaco caindo 100,0%. O resultado acumulado de janeiro a agosto da divisão ficou 2,2% acima do registrado um ano antes.
Os produtos têxteis recuaram 9,4% na comparação anual, com o acumulado de janeiro a agosto caindo 20,8%. Dentro da divisão, a preparação de fibras têxteis caiu 7,9%, os fios de algodão subiram 4,1%, os tecidos e o acabamento de produtos têxteis caíram 19,3%, e outros produtos têxteis caíram 12,3%.
Vestuário, couro e calçados recuou 14,7% na comparação anual, e o resultado acumulado de janeiro a agosto ficou 14,4% menor. O vestuário caiu 11,4%, o curtimento de couro e artigos de couro que não vestuário subiu 8,5%, e calçados e partes caíram 30,8%.
Madeira, papel, edição e impressão subiu 2,3% na comparação anual, com o acumulado de janeiro a agosto avançando 4,1%. Madeira e produtos de madeira e cortiça, exceto móveis, caiu 1,1%, papel e produtos de papel subiu 2,7%, e edição e impressão subiu 3,8%.
O relatório tem como base o índice de produção industrial manufatureira com ano-base 2004 igual a 100. A série com ajuste sazonal inclui o efeito de um componente irregular cujas flutuações aumentaram desde o início da pandemia, observou o instituto.
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