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Produção industrial recua e preocupa PIB e investimentos

há 2 horas
2 min de leitura

O recuo de 0,8% na produção industrial de setembro consolidou a perda de tração do setor e acendeu o alerta em relação ao ritmo da economia brasileira no encerramento do terceiro trimestre. O resultado veio pior do que as projeções do mercado, que previam quedas de 0,4% pelo consenso da Bloomberg.


Esta é a quinta retração mensal consecutiva, e o fraco desempenho ficou disseminado por 17 das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE.


Economistas avaliam que a indústria já dá sinais claros de deterioração induzida pelos juros elevados e pela desaceleração da demanda.


No acumulado do terceiro trimestre, a produção industrial contraiu 2,2% na comparação com o trimestre anterior. É o recuo trimestral mais acentuado desde o segundo trimestre de 2021, eliminando os ganhos acumulados ao longo dos últimos doze meses.


Em termos práticos, o índice ajustado sazonalmente encontra-se 4,1% abaixo do pico registrado em abril, retornando ao patamar observado em maio de 2024.


Sem o petróleo, retração indicaria recessão


A análise dos números mostra que o setor industrial teve pior desempenho quando se isola o setor extrativo.


A indústria de transformação encolheu 1,3% na margem e 3,8% em relação a setembro do ano anterior, com recuos significativos em segmentos como derivados de petróleo (-4,2%), móveis (-3,4%), produtos farmacêuticos (-3,1%), minerais não metálicos (-2,6%), máquinas e equipamentos (-2,1%), açúcar (-28,6%) e etanol (-22,7%).


Em contrapartida, a indústria extrativa avançou 1,7% no mês, impulsionada pelas altas na extração de petróleo (+1,0%) e minérios (+1,1%).


André Valério, economista sênior do Banco Inter, aponta que a produção industrial teria recuado 1,4% no mês caso fossem excluídas as indústrias extrativas e de derivados de petróleo. No0 acumulado em 12 meses, em vez da alta marginal de 0,2% informada pelo dado geral, o indicador registraria queda de 0,98%.


“A produção industrial está em clara tendência de desaceleração e já estaria em recessão se não fosse a indústria extrativa e de derivados de petróleo que, no ano, apresentam desempenho robusto”, diz Valério.


Veja a matéria completa aqui.


InfoMoney


 
 
 

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