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Automação industrial deve movimentar US$ 3,7 bi em 2026

há 18 horas
2 min de leitura

O mercado brasileiro de automação industrial está deixando para trás um modelo protegido e concentrado no consumo interno para avançar em direção a um cenário de mais abertura, maior intensidade tecnológica e crescente demanda por IA industrial, operações remotas e capacidades de engenharia local. Essas são as principais conclusões do estudo Brazil’s Industry – The Dawn of a New Era (Indústria brasileira – o início de uma nova era) da ARC Advisory Group principal consultoria global em tecnologia para indústria, energia e infraestrutura, segundo a qual o Brasil está se tornando um mercado de automação industrial estrategicamente importante, com oportunidades em petróleo e gás, biocombustíveis, setor automotivo e alimentos e bebidas, entre outras áreas.


Em 2025, registrou-se um crescimento de 10% no mercado brasileiro combinado de automação de processos e manufatura discreta, referente a tecnologias, softwares e equipamentos usados para automatizar a fabricação de itens individuais que podem ser contados um a um, como veículos, celulares e eletrodomésticos. Com essa expansão, bem superior à média mundial, o segmento foi avaliado em US$ 3,5 bilhões no período, prevendo-se um avanço de 5% em 2026 (US$ 3,67 bilhões). Para 2030, a expectativa é atingir US$ 4,6 bilhões.


Atualmente, a automação de processos predomina e representa aproximadamente 80% dos investimentos, enquanto a manufatura discreta, que inclui os setores automotivo, de alimentos e bebidas, embalagens e máquinas, pode ganhar força à medida que as barreiras comerciais diminuem e os fabricantes se modernizam.


Oportunidades em áreas estratégicas


A indústria de petróleo e gás, especialmente nas operações offshore, representa um dos principais motores da automação de processos. A complexidade dos ativos e os requisitos de segurança impulsionam soluções de operação remota, manutenção preditiva, controle avançado e monitoramento com IA, e empresas brasileiras já desenvolvem iniciativas avançadas de transformação digital.


Os biocombustíveis são outro diferencial competitivo importante, depois que a indústria nacional de etanol à base de cana-de-açúcar criou um ecossistema interno maduro em torno de combustíveis alternativos, operações de processo e know-how industrial. O desempenho de algumas organizações e empresas demonstra que o Brasil não está apenas buscando alcançar os padrões internacionais e já opera com alto nível de sofisticação técnica em segmentos selecionados.


Os setores químico e petroquímico também refletem a transição da automação tradicional para operações orientadas por dados, o que amplia as oportunidades em sistemas de execução da manufatura (MES), análise avançada e IA industrial. Vários exemplos apontam para uma oportunidade mais ampla para fornecedores de MES, soluções de análise, contextualização de dados, gestão de desempenho de ativos e plataformas de IA industrial.


Na manufatura discreta, o setor automotivo é o maior segmento, e estatísticas de produção da Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores (OICA) mostram que o Brasil está entre os principais produtores globais. Embora a automação de processos domine os gastos do setor no Brasil, a manufatura discreta é estrategicamente importante e pode crescer mais rapidamente à medida que o cenário comercial se transforma.


Veja a matéria completa aqui.


Revista Kdea 360


 
 
 

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