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IA acelera comércio global, mas logística segue decisiva

há 2 horas
2 min de leitura

OMC eleva previsão de crescimento para 3,9% em 2026, impulsionada pela demanda por semicondutores e servidores.


A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade para se tornar um dos principais motores do comércio internacional. A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou de 1,9% para 3,9% sua projeção de crescimento do volume global de mercadorias em 2026, impulsionada principalmente pela expansão dos investimentos em infraestrutura de IA. No primeiro semestre, produtos associados à tecnologia, como semicondutores e servidores, responderam por 47% do crescimento do comércio mundial em valor, com avanço de 67% nas transações desses bens em relação ao mesmo período de 2025. O movimento revela uma transformação estrutural: a IA não está apenas modificando a maneira como as empresas trabalham, mas também o que o mundo produz, transporta, importa e exporta.


Para Luiz Policarpo, fundador e CEO da Einship, logtech brasileira especializada em inteligência de dados e gestão de operações de comércio exterior, o novo cenário evidencia uma mudança na própria dinâmica da competitividade internacional. À medida que os investimentos em tecnologia ampliam a circulação de equipamentos, componentes e insumos entre diferentes países, cresce também a necessidade de coordenar cadeias de suprimentos mais complexas. Nesse ambiente, o acesso à informação deixa de ser suficiente: a vantagem competitiva passa a depender da capacidade de interpretar dados, antecipar riscos e tomar decisões logísticas e comerciais com maior precisão.


“O crescimento do comércio mundial impulsionado pela inteligência artificial revela dois movimentos simultâneos. De um lado, a IA está criando demanda por novos produtos e movimentando cadeias produtivas inteiras. Do outro, ela está transformando a maneira como essas cadeias precisam ser administradas. Não basta existir uma oportunidade de importação ou exportação. As empresas precisam identificar onde estão os melhores fornecedores, quais rotas oferecem maior confiabilidade, como os custos estão se comportando e quais riscos podem comprometer a operação. A inteligência passa a ser tão estratégica quanto a própria capacidade de transportar mercadorias”, analisa Policarpo.


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