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Inovação deve sair do laboratório e gerar negócios

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A inteligência artificial deixou de ocupar apenas laboratórios de inovação para assumir um papel central na estratégia das empresas brasileiras, impulsionando novos modelos de negócio, acelerando o desenvolvimento de produtos, ampliando a competitividade internacional e apoiando a transição para uma economia de baixo carbono.

Esse foi o consenso do painel que reuniu Antonio Carnielli Junior, diretor sênior de Desenvolvimento Técnico da Volkswagen do Brasil; Dimas Douglas Tomelin, Chief Strategy & Innovation Officer da Embraer; André Fatala, VP da Magalu Cloud e diretor de Tecnologia do Magazine Luiza; e Camilo Abduch Adas, diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8, com mediação de José Luis Pinho Leite Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, durante o Rio Innovation Week 2026.

Embora representem segmentos diferentes, os executivos defenderam que inovação precisa estar conectada diretamente ao negócio, gerar impacto mensurável e fortalecer a soberania tecnológica brasileira.


Se existe um consenso na corrida pela inteligência artificial, é que muitas empresas começaram pelo caminho mais fácil: automatizar atividades existentes. Para André Fatala, esse movimento resolve apenas parte do problema.

Na visão do executivo, aplicar IA sobre processos antigos significa apenas acelerar ineficiências que já existiam. "Se você apenas colocar inteligência artificial em um processo antigo, vai automatizar um processo ruim. Antes de aplicar IA, é preciso repensar o processo."

Segundo Fatala, foi justamente esse raciocínio que levou o Magazine Luiza a redesenhar sua engenharia de software. Em vez de concentrar esforços na produção manual de código, os profissionais passaram a definir arquiteturas, padrões e regras para que a própria inteligência artificial desenvolva aplicações seguindo critérios de qualidade.

A mudança, segundo ele, reduziu o tempo de desenvolvimento, acelerou a entrega de produtos e abriu espaço para iniciativas voltadas ao crescimento do negócio, como a evolução da assistente virtual Lu, que hoje realiza vendas pelo WhatsApp utilizando IA generativa.

Mas o executivo acredita que existe um desafio ainda maior para o país. "A inovação precisa deixar de ser privilégio de poucas empresas. A gente quer tornar a inteligência artificial acessível para todo o mercado brasileiro."

Essa visão também explica a criação da Magalu Cloud, iniciativa que busca desenvolver infraestrutura nacional para reduzir a dependência tecnológica de provedores internacionais.

Veja a matéria completa aqui.


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